25/07/2008

Aparecida - 23 / 07 / 2008







Com72 km de pedaladas finais chegamos em Aparecida, finalizando nossa peregrinação.


Este caminho de fé é para todos. É um caminho de muita reflexão. Caminhamos sozinhos mesmo estando acompanhados, falamos com o silêncio, fizemos constantes monólogos, fizemos orações em diversos momento do dia. O barulho do vento e o som dos pássaros muitas vezes são nossos maiores companheiros... é indescritível a sensação, os pensamentos, sentimentos que afloram durante toda a peregrinação.

Fizemos a maior cirurgia plástica não invasiva que um ser humano pode fazer.... rejuvenecemos 10 anos de corpo e alma.

"FELIZES AQUELES QUE SONHAM......SONHOS DE PEDALAR, E.... CONSEGUEM REALIZA-LO"

SERGIO E ELISA

PNEU FURADO- 0

HORAS DE PEDAL APROX. 80H

DISTANCIA 411 KM

TEMPO 11 DIAS

1 ABRAÇADEIRA DO ALFORJE DIANTEIRO QUEBRADA

2 CAPOTES( NADA GRAVE)


Campos do Jordão - 23 / 07 / 2008


Campos do Jordão... seu clima europeu é fantástico. De dia o clima é perfeito, agradável e a noite um frio de 9 graus. O aconchego do Albergue "Refúgio dos Peregrinos" fez com que nos sentissemos muito bem acolhidos. Estávamos na última etapa. De Campos iriamos passar por Piracuama e Pindamonhangaba, são 72 km de pedalada, vejam QUE visual. A saída de Campos é bastante difícil, são 3 km de subida, porém após isso é uma descida só... Estávamos a mais ou menos 1.780 metros de altitude, paisagem é linda... nos fez ficar alí por qlguns minutos contemplando tudo aquilo. Somos tão pequenos diante dessa imensidão... Depois de 11 dias pedalando, estamos muito ansiosos pela chegada.

Luminosa / Campos do Jordão - 22 / 07 / 2008



Luminosa... a cidadezinha olhando do alto parece um presépio no meio das montanhas...


22/07/2008

Atimetria

Estamos em Campos do Jordão quase 1.800 metros de altitude.
Chegaremos em Aparecida do Norte 600 metros de altitude.

Luminosa / Campos do Jordão


Paramos na Pousada da D. Inês em Luminosa, uma casa bem simples, mas com um coração quente. Pernoitamos por lá. Após uma noite de sono, nossa manhã rendeu muito, pois levantamos bem cedo. O sol estava acanhado devido ao frio e a lua ainda se fazia presente no céu. Tudo estava escuro, mas a vontade de subir aquele paredão era imensa. O famoso “Quebra perna”. Realmente agora sabemos o porquê daquele nome... é que a tempos atrás as vacas quebravam as patas quando subiam, pois é um lugar com muitas pedras e isso dificulta a subida que é bastante íngreme, chega a ter uns 60 a 70 graus de inclinação. Toda a subida é bastante difícil, porém prazerosa... Olhar para trás é fantástico...Quando chegamos na placa que sinalizava 100 km, o telefone voltou a dar sinal e, neste momento recebemos o telefonema de um dos peregrinos (Fernando), foi muito bom, pois ele nos deu um novo animo dizendo que a partir daquele ponto era muito fácil "chuchu beleza". Bom... Depois de muitas subidas, tivemos o prazer com uma longa descida... Nossa que fantástico...deixar a bike livre... muita velocidade e vento batendo no rosto. Amei... Eita sinal de libardade total... Chegamos a Campos do Jordão... que delicia que é a chegada. Já temos de pedal 358 km rodados.

20/07/2008

Hoje - 20 / 07 / 2008


Hoje pedalamos muito, foram 42 km. Saímos de Estiva as 9 h 30 min. , passamos por Consolação e chegamos até a Pousada Casa da Fazenda em Paraizópolis. Fomos recebidos muito bem pelo Edson que nos preparou um jantar maravilhoso. Realmete é um oasis no meio da montanhas . Encontramos o grupo de São José do Rio Pardo.Também esncontramos com o Fernando e o Paulo que se tornaram companheiros de pousada.

19/07/2008

Diário de bordo - 18 /07/2008


Mais um dia muito especial… todos os dias estão sendo especiais. Hoje levantamos bem cedo e para o nosso espanto lá estava o senhor Osvaldo dono do Albergue. Pasmem, ele estava nos esperando apenas para receber. Até ai tudo normal. Pois bem, depois de nos despedir, ele nos avisou que o café estava na mesa e que se precisasse de alguma coisa a chave da casa estava na fechadura. Isso é normal? Só por aqui mesmo alguém deixa pessoas estranhas na sua casa e simplesmente sai, pois tem compromisso.
Após o café da manhã seguimos viagem em direção a Borda da Mata. Logo na entrada chupamos algumas laranjas dadas por um comerciante e fomos à direção ao Hotel Village, aproveitamos que nesta cidade havia agencia do Bradesco. Lá fomos muito bem recebidos, carimbamos o passaporte e pudemos usar a Internet do hotel gentilmente oferecida pela Jaqueline e Amanda, para nos comunicar com a Mari e a Maju. Foi muito bom poder matar a saudade das duas depois de dois dias sem comunicação com a família. Almoçamos por lá, no restaurante TREM BOM, e dale estrada em direção a Tocos do Moji. Gente é tanta subida e descida que não dá pra contar. Durante o trajeto paramos na casa da D. Ana que foi uma simpatia nos oferecendo água fresca e frutas, conversamos um pouco com ela e aproveitamos o papo para descasar. Como já era de se esperar precisávamos de muita força na perna, pois ainda faltavam 9 km até Tocos do Moji.
A paisagem já estava mudando e eis que encontramos para o nosso deleito, uma plantação de morangos, essa região tem muuuuuuito morangoaproveitamos para comprear uma lata de leite moça.
Então fomos convidados a saborear aquelas maravilhas colhidas na hora, todos vermelhinhos, no começo doce e ao final aquele azedinho todo peculiar da fruta. Bom nem preciso falar que nos esbaldamos de tanto comer e da-lhe leite condenssado.
Como já se fazia tarde dale pedal... e muuuito pedal. Chegamos a Tocos do Moji na Pousada dos Peregrinos. E quem já estava por lá o Fernando (Pirassununga) e Paulo ( Vargem Grande do Sul). Dois peregrinos que encontramos em Águas da Prata e continuamos nos encontrando durante todo o percurso. Chegamos cansados, porém felizes. Tomamos um banho, jantamos e CAMA.

Local onde nos encontramos hj(sábado dia 19)


Diário de bordo - 17 / 07 / 2008


Hoje amanheceu muito frio, porém como pernoitamos na Barra, na Pousada do Tio João, a turma que lá se encontrava levantou com o gás todo. Isso fez com que levantássemos mais cedo e isso foi bastante providencial.
Arrumamos nossas coisas, tomamos o café da manhã para nos esquentar e fomos arrumar as bikes para mais um dia de pedalada, ou talvez empurrada...(Nessa altura não fazia mais tanta diferença, pois a viagem estava maravilha e isso se tornava irrelevante).
Nos juntamos a um pessoal que também estava de bike. Eles eram de Palmas no Tocantins, o Carlos, o Thiago e o Fabricio, esse grupo era uma animação só. Tocamos uma boa parte do trajeto juntos, mas os meninos tinham outras metas, então nos separemos assim que chegamos a Crisólia, pedalamos cerca de 14 km.
Já com mais tempo, aproveitamos para fazer uma revisão nas magrelas passamos em uma cidade onde havia uma autorizada Caloi... Fizemos uma revisão geral Que já não eram mais pretas e sim pardas.
Ao termino da revisão paramos no Bar da Zeti para carimbar os passaportes e aproveitamos para almoçar por lá. Uma comidinha bem simples, porém gostosa. O Sergio aproveitou para cair no macarrão. Eita vontade!! A Zeti é uma pessoa bastante simpática e apesar de toda simplicidade do seu estabelecimento, foi o único lugar até o momento que achamos alguém informatizado. O Sergio aproveitou e tirou uma xerox da planilha de altimetria da viagem.
A saída de Crisólia foi boa. Começamos com algumas descidas. Mas vocês se lembram das subidas? Pois então. Elas estavam lá, todas elas nos esperando. A sorte é que o visual não deixou o astral cair em nenhum momento. É tanta energia boa, que é impossível se ficar de mau humor. Durante todo o trajeto vínhamos conversando e ao mesmo tempo traçando novos planos. Assim decidimos que ao chegar a Ouro Fino, iríamos despachar uma parte da bagagem que já se tornava desnecessária, até ai mais 7 km.
Logo na entrada fomos recebidos pelo MENINO DA PORTEIRA que agradeceu o abraço e o retribuiu ao Tio Valter, lá de Mococa.
Saímos de Ouro Fino em direção a Inconfidentes. Lá paramos no famoso Bar do Maurão. Fomos recebidos por ele que por sinal é uma simpatia e faz um pastel de carne bem generoso e nos serviu com uma Tubaína geladinha e azedinha. Hummmm uma delicia. Logo poderemos acessar a Internet por lá.
Após sairmos de lá pedalamos mais 6 km em direção ao Albergue Águas Livres, onde passamos a noite. É um lugar muito bonito. Jantamos um delicioso macarrão com brócolis e vinho.
Já pedalamos aproximadamente 205 km, ou seja, 50 % da viagem.

Diário de bordo - 16 / 07 / 2008






Hoje o dia amanheceu lindo…claro… frio e muito vento.... Lógico estávamos no Pico do Gavião a 1.663 Mts de altitude......Existe 2 alternativas para a descida, o caminho dos Peregrinos e o caminho convencional......resolvemos descer pelos peregrinos....o visual é maravilhoso......mas o terreno....caracaaaaaaa......muita pedra e grande... quase no final o primeiro PERRENGE......acabei atropelando uma baita pedra, com isso estourou a abraçadeira do bagageiro dianteiro, quebrando a junção, com isso lá se foi meu alforje dianteiro... desmontamos..... remontamos sobre a bike da Elisa. E tocamos assim até Andradas....Chegando lá, fomos ao correio e despachamos por Sedex os alforjes.....Nada disso tirou nosso bom humor e a vontade de seguir viagem.
Vamos lá e tome morro a tão falada Serra dos Lima....não é fácil.....e a bike da Elisa com parte da minha bagagem........enfim chegamos a pousada da D. Natalina......tomamos uma água fresca e seguimos viagem. Logo a diante para nossa surpresa um senhor do alto de sua casa fazendo gestos como se estivesse nos abençoando... Paramos e ao me aproximar dele percebi não só a expressão de cansaço do tempo, mas uma enfermidade que levou dele parte de seu corpo, assim como a voz... Através de gestos nos ofereceu café... Agradecemos e ele insistiu e nos deu laranjas... Uma vez mais nos abençoou... Eu agradeci e ele me pediu para aguardar mais um pouco... Foi até dentro de sua casa voltando com um berrante, tentado nos dizer que quando passava os peregrinos ele tocava seu Berrante... Uma vez mais agradeci tal generosidade deixando com ele uma das fitas dos peregrinos que havíamos ganhado anteriormente.

18/07/2008

SEM SINAL...

Estamos temporariamente sem sinal, porém estamos muuuuuuuuuito bem curtindo a viagem. Assim que der a gente volta a postar no Blog.
bjs a todos que estão nos acompanhando.
Elisa e Sergio

15/07/2008

Diário de bordo - 15 / 07 / 2008






Depois de uma noite de pouco sono e muito cansaço. Acordamos e tomamos um café bem reforçado feito pela tia Mariah e o tio João e o primo Pedro Horácio. Nos despedimos e... pé na estrada, ou melhor bike na estrada. Fomos até a sede para carimbar o passaporte e lá encontramos um grupo grande, alguns vindos do ramal norte, e outras que estavam apenas começando.


Gente vocês sabem o que é subida????????? Nãoooooooo!!! Imagine onde os gaviões voam... ou Pilotos de Paraglider ...... Pois é. Só para vocês terem uma idéia, empurramos, é , é isso ai “empurramos as bikes mais de três horas. Era impossível pedalar em alguns trechos, era tanta pedra no caminho que a bike perdia a aderência e ai só empurrando mesmo. Mas tudo bem durante o trajeto encontramos muitas pessoas. Um grupo de São José do Rio Pardo, o Marcos, seu filho Caio e o Marcio Pereira Lima , conterrâneo do Sergio e, mais a frente encontramos o Gabriel (também filho do Marcos) que estava com gás todo, ele andava num ritmo bem puxado. Mais a frente encontramos a Valéria de Santa Rosa do Viterbo e uma amiga ,a Nira de Altinópolis.


O dia foi muito puxado então mudamos os nossos planos e resolvemos pernoitar na Pousada Pico do Gavião na cidade de Andradas já em Minas Gerais nosso dinheiro esta acabando e por sorte a pousada aceitava pagamento em Visa Eletron.


Agora vocês endentem porque era punk o negócio?

14/07/2008

Diário de bordo - 14 / 07 / 2008








Hoje o dia começou lindo, um céu azul, maravilhoso e, logo na saída de São Sebastião da Grama recebemos as bênçãos de um senhor, foi muito estimulante. Durante todo o percurso que não foi fácil uma gripe tomou conta do Sergio,o pedal não foi facil...muitas dores musculares e muita caebra, vimos uma revoada de gaviões e mais a frente paramos para fotografar um terreiro de café e, para a nossa surpresa apareceu uma moça muito simpática que nos convidou para entrar em sua casa, colocou a mesa e nos serviu pão caseiro e manteiga fresca acompanhada pelo mais puro café arábica. Hummmm que delícia nem precisava de açúcar. Após o acolhimento agradecemos a generosidade e calor de nos receber tão carinhosamente retribuímos tirando algumas fotos com a família do senhor Fioravante.
Depois que saímos de lá, “dale subida” e mais subida, até chegar a Serra da Fartura que descemos a mais de 40 km por hora, já deixando o município de Vargem Grande do Sul e adentrando no município de Águas da Prata. Tudo estava indo muito bem, pois agora era só descida. Deixamos o asfalto e seguimos o caminho original, nos informaram que era só descida. Descida? Quem falou em descida?? A descida era punk, uma pirambeira, não dava pra pedalar, tivemos capote e segurar a bike, doeu mais que o próprio tombo.
Mais a frente tivemos uma surpresa uma porteira trancada... Que coisa, tivemos que retirar os alforjes das bikes, passar as mesmas pela cerca e depois...montar tudo de novo. E para o nosso espanto não foi apenas uma, tivemos que fazer esse procedimento mais duas vezes. Foi algo muito interessante, pois tive (Elisa) que colocar a mão na massa e aprender a ser rápida no “PIT STOP”. Ao termino do dia chegamos a Águas da Prata e fomos recebidos pela tia Mariah com um delicioso lanche, com muitas frutas.
Bom vocês acham que acabou... Não! Para finalizar o dia o Sergio teve uma aventura com suas câimbras, mas tudo bem faz parte.

13/07/2008

Diário de bordo - 13 / 07 /2008.




Saímos de Mococa as 9 h 30 minutos. Durante toda a saída fomos acompanhados por algumas pessoas da família o João, a Ana, os "Eduardos" (pai e filh0), a vovó, a tia Sonia e lógico a nossa querida Paulinha que registrou tudo com muito carinho.




Após as despedidas pedalamos por mais ou menos uma hora em estrada de asfalto e logo após pegamos um longo trecho por estrada de terra e "pasmem" no início fomos presenteados com um bando de pássaros que ficaram cantando pra gente em cima de um arbusto na beira da estrada, parecia que estavam nos desejando boa sorte. Esse percurso é PUNK, foram mais ou menos uns 30 km de muuuuuuuuuuuuita subida, poeira e alguns treminhões. Nossa!!!!! Engolimos muita poeira durante esse trajeto, porém a natureza sempre nos presenteava com uma vista muito bonita.


Passamos por São José do Rio Pardo, uma cidadezinha que já havíamos passado em outros tempos. Nela passamos sobre a ponte construída por Euclides da Cunha. Continuamos o trajeto, agora em sentido a São Sebastião da Grama, e dale subida... Nossa gente quanta subida, quando pensavamos ter acabado logo vinha outra. Para nosso espanto a cidade ficava sabe onde??? Após uma enorme ladeira. Bem. Ufa!!!! Enfim, completamos a primeira etapa felizes por este momente..Chegaamos ao anoitecer...muitas dores musculare...nada que um DORFLEX não resolvesse.

07/07/2008

Nossas Fotos


Veja algumas de nossas fotos por meio do link abaixo:


http://picasaweb.google.com/elisamfr/CicloPedal/photo?authkey=gqs7xlLqN_Y#s5220314408606741458

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A gente agradece...

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TIPOS DE CICLISTAS

Tem ciclista que mais gosta de trilha que estrada...né Castílho
Tem ciclista que namora ...casa com a bike...
Tem ciclista que adora pedalar de dia...
Tem ciclista que não pode ver uma subida que já começa a reclamar...
Tem ciclista que mais empurra que pedala...
Tem ciclista que adora subida...
Tem ciclista que não pode ver uma descida que se joga...
Tem ciclista que cai parado... né Sergio...
Tem ciclista que mais ri do que pedala...
E outros de pedalar a noite...
Tem ciclista de meia idade...
Tem ciclista que adora pedalar pelado...
Tem ciclista jovem, gatão e criança...
Tem família de ciclistas...
Bom, nós somos um “casal de ciclistas”.
E você que tipo de ciclista é...

Euzinha